Giras(sóis)

Girassóis da última semana de outubro ou em defesa das instituições públicas e do nosso futuro

Nesta última semana do mês de outubro, precisamente no dia 27, pudemos comemorar os 75 anos de vida do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (https://www.youtube.com/watch?v=C_ZLzivHHqY ), porém, mais do que celebrar a data de nascimento de um homem brasileiro, nordestino e comprometido com a luta dos trabalhadores, exaltamos o seu legado ao povo brasileiro, em especial, aquele deixado à educação brasileira que, durante a sua gestão, foi assumida em uma perspectiva sistêmica, inclusiva e do cuidado aos profissionais da educação, às crianças, adolescentes, jovens e aos seus familiares expresso no investimento em formação de professores, na criação de piso salarial para esses profissionais e na expansão das instituições de ensino nos diferentes níveis e em todo território nacional (https://www.youtube.com/watch?v=2pbrhzsf8eg ).

Também neste mês, no dia 28, comemoramos o dia do Funcionário Público, instituído em 1937, no governo do Presidente Getúlio Vargas através da criação do Conselho Federal do Serviço Público Civil. Segundo o Dicionário Online de Português (https://www.dicio.com.br/ ), funcionário público é definido como “Empregado da administração estatal, selecionado por meio de concurso público, com vínculo empregatício celetista e estatutário, cujas atividades visam o bom funcionamento da administração estatal e a prestação de serviços de interesse social, como saúde, educação e segurança”, portanto, é aquele que atende as demandas da população no sentido de garantir o bem-estar e os direitos do cidadão. Na UFPE, que conta com mais de 6,3 mil servidores (docentes e técnicos administrativos), a última semana de outubro foi de homenagens a essas pessoas que buscam fazer desta instituição de ensino um lugar, sobretudo, democrático, de acolhimento, de cuidado e de crescimento humano. E como destacou o Reitor Alfredo Gomes, “O serviço público é, sem a menor dúvida, uma das áreas mais estratégicas para o fortalecimento e a construção de um projeto de país. Não há país que prescinda de servidores públicos comprometidos e engajados. Fica aqui o meu agradecimento àqueles que, todo dia, prestam serviço de alta relevância à população e, ao mesmo tempo, desenvolvem tarefas que são fundamentais para o desenvolvimento social, econômico, cultural e humano do país” (https://www.ufpe.br/agencia/noticias/-/asset_publisher/VQX2pzmP0mP4/content/ufpe-celebra-dia-do-servidor-publico/40615 )

Dentre os serviços fundamentais prestados à população brasileira, está a saúde, que, como determina a Constituição Nacional, é direito do cidadão e dever do Estado. E durante a pandemia, o Sistema Único de Saúde (SUS), com os profissionais de saúde na linha de frente no combate à covid-19, tem se mostrado “vital para cuidar da saúde dos brasileiros” (https://vermelho.org.br/2020/10/28/parlamentares-agem-para-derrubar-decreto-de-bolsonaro-contra-o-sus/ ). Apesar disto, com um registo de mais de 157 mil mortes provocadas pela covid-19 no nosso país, o Presidente da República, em 27 de outubro, publicou o Decreto 10.530, que inclui Unidades Básicas de Saúde nas áreas de interesse do Programa de Parceria de Investimentos, do Ministério da Economia. Porém, devido à reação imediata do Congresso Nacional e da sociedade civil, um dia após a sua publicação, o Decreto foi revogado em Diário Oficial. Como analisa o Diretor da Adufepe, “O decreto do Governo Federal é uma verdadeira afronta à saúde do povo brasileiro e ao Sistema Único de Saúde, uma das melhores organizações atuais de atendimento à saúde pública no mundo. O decreto coloca em risco a saúde pública brasileira e, mais ainda, afronta a Constituição Nacional…” E diz mais: “o decreto está sendo coordenado pelo Ministério da Economia e não pelo Ministério da Saúde, como se a saúde fosse uma questão de renda e de lucro, e isso não é verdade. A saúde é uma questão de direitos humanos, cidadania e direito a vida” (https://www.adufepe.org.br/privatizacao-do-sistema-unico-de-saude-e-um-atentado-contra-a-vida-dos-brasileiros/ ). Portanto, precisamos estar atentos em defesa do SUS, um patrimônio nacional que está sob a ameaçada das forças esmagadoras do capital.

Com isso, além de destacar a importância e resolubilidade do nosso Sistema Único de Saúde, e dos outros serviços públicos, no enfrentamento da pandemia, queremos destacar o papel dos governantes mundiais, e de cada sociedade civil, para uma questão que já temos chamado atenção várias vezes aqui: o nosso maior inimigo é o novo coronavírus. É o vírus que precisamos combater. Por mais que a humanidade atual tenha sido alvo das mais variadas mentiras e distrações propaladas mundialmente pelas teorias da conspiração, principalmente, envolvendo a ciência e suas pesquisas e resultados acerca das segurança alimentar, segurança mental, mudanças climáticas, revolução tecnológica, desemprego, fundamentalismos, Estados suicidários, crise política, agroecologia, disputa de dados, racismos, lawfare, nacionalismo xenófobo, aquecimento global, capitalismo de vigilância e espionagem, entre tantos outras pesquisas científicas, é possível sim, e urgente, criar uma maior e ampla consciência política, pautar interesses coletivos e reconhecer a destrutividade da crise política, aprofundada, em particular, durante a pandemia, no Brasil e em quase todo o mundo, através de pensamentos, sentimentos, atitudes ne comportamentos negativos como ódio, competitividade, distinção, egoísmo, monopólio, ganância, inclusive, deixando o mundo à deriva em meio a pandemia, a mercê das disputas de dados por parte das grandes corporações, apesar da sociedade civil saber que “a grande vantagem dos seres humanos contra o vírus, é que nós podemos cooperar de maneira que o vírus não pode” (https://www.youtube.com/watch?v=LkwHEw8NJd4  https://www.youtube.com/watch?v=X-T_SdtRhUM ).

Ora, quem quer, realmente, centralizar as responsabilidades, focos e potências governamentais, indígenas, raciais, estudantis, sindicais, populares, identitárias, sociais, profissionais, no combate ao novo coronavírus, precisa enfrentando as situações limítrofes que esse vírus está promovendo em todo o planeta. O ser humano, numa escala global, está experimentando a possibilidade de aterrar sua verdadeira humanidade no mundo em que vivemos. Está diante de um dilema social: combater o vírus, salvar trabalhadores ou disputar o fluxo de dados e seu lucro financeiro? Se o futuro do mundo não está dado, o que o diagnóstico do presente, com a segunda onda da pandemia se espalhando rapidamente em diversos países, tem a nos mostrar agora acerca das escolhas, das decisões, que a “humanidade” vem deliberando sobre o futuro da espécie humana? (https://www.youtube.com/watch?v=WUAegOLCUX0 ).

Keyla Ferreira e Sandra Ataíde

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