Giras(sóis)

Girassóis da penúltima semana de novembro ou sobre o “esperançar”

Na última semana, quando o Brasil chegou a 168 mil mortes provocadas pela covid-19, tivemos acesso a informações promissoras de resultados de pesquisas sobre o desenvolvimento de vacinas contra o novo coronavírus.

A farmacêutica Moderna informou que os resultados iniciais da Fase 3 indicaram que o seu imunizante teria 94,5% de eficácia contra a Covid-19. Isso significa que “os investigadores checam a eficiência da vacina ao contar quantos voluntários com sintomas estavam no grupo que tomou o imunizante e quantos receberam apenas um placebo. Se a maioria da turma que pegou Covid-19 não tomou a injeção de verdade, fica sinalizado que a vacina é eficaz.” (https://saude.abril.com.br/medicina/vacina-para-covid-19-o-que-os-resultados-preliminares-significam/ ). Outro resultado importante, publicado na Revista The Lancet pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, indica “que pessoas com mais de 70 anos, que têm maior risco de ficarem graves ou morrerem da Covid-19, podem criar uma imunidade robusta” (https://www.brasil247.com/coronavirus/vacina-de-oxford-contra-covid-19-produz-reposta-imune-positiva-em-idosos ).

Além disso, também nesta semana, chegou a São Paulo, 120 mil doses de vacina da CoronaVac, que tem parceria com o Instituto Butantã, sendo este o primeiro lote de um total de 6 milhões de unidades. De acordo com os resultados de estudos realizados sobre esta vacina, “sua efetividade em produzir resposta imune é de 97%, mas o nível de anticorpos produzidos através da vacina é menor do que em pacientes que se recuperaram da doença”.

Todas as pesquisas que investigam uma vacina contra a covid-19, ainda estão em desenvolvimento e, segundo a microbiologista presidente do Instituto Questão de Ciência, “mesmo atingindo o número mínimo de voluntários infectados para a análise preliminar, os laboratórios precisam aguardar um período de segurança” (https://saude.abril.com.br/medicina/vacina-para-covid-19-o-que-os-resultados-preliminares-significam/ ), que, em geral, são de dois meses. Além disso, de acordo com o ex-secretário de saúde do Ceará, “Vacinar o Brasil vai demorar um ano, vamos chegar em 2022 para conseguir vacinar

todos os brasileiros com duas doses. Vacina para os portadores do grupo de risco, para os idosos eu tenho uma expectativa que para janeiro ou fevereiro nós vamos conseguir”. (https://www.brasil247.com/coronavirus/vacina-para-o-brasil-inteiro-so-em-2022-diz-medico ). Deste modo, como diria Paulo Freire, ainda é preciso esperançar.

Sandra Ataíde

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