EntreLAÇadOS

Olhares sobre o isolamento social

Quando a pandemia começou e, logo depois, o distanciamento social, foi um baque muito grande! Na verdade, foi cheio de altos e baixos e ainda está sendo. Só pensava em minha família e em mim! Partia meu coração e ainda parte ver quantas vidas se foram e quantas pessoas, por não estarem trabalhando, estarem passando necessidade. Chegou muito forte e foi tudo muito rápido.

Mas Deus tem me feito enxergar muitas outras coisas, tenho dado mais valor a algumas coisas e quero aprender muito mais! Hoje, eu tenho certeza que jamais vou ter a mesma visão que tinha antes! Deus me fez descobrir muitas coisas e enxergar muitas coisas, acho que se você ainda não sentiu isso, peça a Deus para sentir, é fantástico! Pode doer, mas é fantástico. Creio que o mundo não será mais o mesmo, espero que muitas caiam no amor de Deus, pois é Ele que está me dando forças para um mundo em pandemia. Tudo passa.

Lais Cristina

Estudante do Técnico em Meio Ambiente, IFPE

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Esperança x Expectativa

Enquanto a esperança é uma luz e um alento, a expectativa é o passaporte carimbado para a frustração.

Um período marcado pela ausência da esperança e uma sobrecarga de expectativas. Expectativa de quantos casos acontecerá no dia seguinte, quantos óbitos o jornal pronunciará na próxima programação, e mais e mais enxurradas de notícias que diminuem a crença de que tudo isso brevemente passará.

Mentes turbulentas perdem o auto controle, pessoas se sentindo mais sozinhas, mais desamparadas, por que não dizer “desabrigadas”, entendendo que abrigo não é só casa?

A mídia revela famílias felizes, superficiais, atrizes. A realidade é que para muitas pessoas a casa vira senzala, opressão, depressão e muita gente calada.

A esperança ainda que fraca, ainda vive, rumo ao futuro, com a dolorosa experiência que trouxe 2020.


Ingrid Kelly Souza Luna

Estudante de Direito, Universidade Salgado de Oliveira. 13/07/202

6 comentários em “EntreLAÇadOS

  1. Vou postar aqui mesmo. Depois, eu posso esquecer. É algo que me tem ocorrido com mais frequência: esquecimentos. Eu talvez penda mais para o psicológico nesse relato, porque sou psicólogo, talvez. Então esqueci de cancelar assinatura do Telecine Play (eu assinei só pra ver Bacurau de graça, e esqueci de cancelar depois), esqueci de pagar internet, água, esqueci datas de aniversários importantes (tipo, que eu lembrava tão bem como a minha… e eu não tenho certeza ainda se lembrei. Lembrei nada…), números de telefones importantes estão parecendo aos poucos incertos, estranhos. Eu estou achando isso bem interessante e agradável. Eu acabei de esquecer o nome de Manuel de Barros, um dos poetas que mais gosto. Há uma lista grande de esquecimentos que pararei por aqui. Minha esposa e filha estão usando com muita frequência um tal de TikTok (acho que é isso mesmo) e isso de certo modo as alegra bastante. Eu tenho estudado o idioma italiano e tenho mexido com música e com argila. E tenho estudado psicologia, coisas do doutorado, principalmente. E tenho feito novas receitas. E tenho dado aulas de inglês às duas moças. Muito interessante experiência tem sido esta, por sinal. Estou mais caridoso, mais bonachão, eu acho. Muito preocupado fico em pegar o vírus, não saio de casa, quase. Raramente eu saio, pra comprar comida. Tem sido uma experiência até pessoalmente interessante. Meus sonhos (sonho de dormindo mesmo, mundo onírico) estão mais longos e ricos e, curiosamente, ‘recordáveis’. Gosto que veio aqui outro dia uma borboleta. Estou há seis anos no Recife e nunca tinha visto isso. Meu gato outro dia comeu um passarinho. Nunca mais tinha visto essa cena, de gato com passarinho na boca. Amanheço no quintal e vem às vezes um beija flor beber água numa garrafinha que coloquei para eles. Veio uma manhã um bem-te-vi enorme, amarelão, lindo. A arte tem mostrado mais o que é, para mim. É, ou ao menos parece ser, uma condição humana. Como a água sabe, ou o cálcio. Sem arte, sem ser artístico, a gente morre, eu acho hoje. Comecei Yoga mas não gostei. Não sei se foi a tutora vaidosa ou a série de posições. Chato, achei (que namasté o quê!). Mas tem gosto pra tudo. A quarentena deixou mais fácil lavar a louça. Até varrer. O Brasil está essa loucura até um pouco assustadora. Evito pensar nos desdobramentos próximos. Espero que a gente resista e lute sempre. Amo muito o Brasil e o povo brasileiro e nordestino, principalmente. Acho que estamos muito doentinhos. Uma pena. Morreram pessoas tão boas, como o Aldir Blanc. O Brennand, uma pediatra amiga de mainha, um rapaz trabalhador (que trabalhava muito) aqui do bairro, aquele ator, Migliaccio, por esses dias. O Moraes, rapaz… Só gente boa, morrendo. Eu acho curioso esse movimento. Bem, espero ter ajudado. Acho que tenho sido um bom confinado. Tenho lidado bem com isso. Eu recomendo a todos, principalmente aos que estão se atrapalhando nesse momento; arte. Arte e churrasco e despreocupação e esquecimentos têm me feito muito bem. O celular nesse contexto atual, para mim, ficou mais fraco. Mas talvez funcione bem para passar um trote inofensivo.
    Se cuidem tod@s. Alegria, ânimo e coragem.

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