SEXUALIDADE NA TERCEIRA IDADE: TABUS E REALIDADE
(Esqueceram de mim?) 1
Inicialmente, ligo o texto abordado com a pergunta “Esqueceram de mim?”, pois no
começo é relatado a quantidade de idosos que existem no Brasil e mundo, mas quantos deles falam sobre sexualidade? quantos deles conseguem se sentir livres para tal ? A sociedade está apta a ver os idosos tendo sua sexualidade sendo aflorada e discutida de modo natural ? A verdade é que não, os tratam como pessoas já vividas e que não sentem desejos, ora… deixaram de ser humanos? Como dizem Adriano da Silva e Juliana Medeiros (2015), há um estado de redução, de debilidade física e mental, tornando os idosos discretos no campo econômico, social e também sexual. Absurdo!
Seguindo o contexto do texto, as projeções do IBGE (2015) apontam para a inversão
da pirâmide etária nas próximas três décadas, ou seja, teremos mais idosos na base. Nós
seremos essa base, e agora? Seremos nós os esquecidos da vez? Os “indesejáveis” do
momento… nos faltam diálogo sobre a sexualidade de pessoas idosas, pessoas essas que também seremos nós no futuro. Trazendo esse ponto, me fez lembrar do auê que os indianos fizeram no clipe “Não perco o meu tempo mais” de Anitta, onde ela beija várias pessoas, de várias idades. O burburinho se fez por ela beijar um idoso e ele ter traços que se assemelham com o Primeiro-Ministro da índia Narendra Modi, fazendo-me refletir que se fosse um Ministro mais novo, ou alguém que até pudesse se parecer com alguma pessoa famosa, também mais nova, a repercussão não seria tão negativa como foi. Como diz a música da própria Anitta “Não perco meu tempo mais”, para que perder tempo se nós só estamos nos entregando a algo que gostamos? Para Almeida e Lourenço (2008), a sexualidade na terceira idade é um direito de todos os idosos, mas que nem sempre é respeitado. O desejo se faz presente enquanto há vida e pode ser descoberto, ou redescoberto e vivenciado em qualquer idade. Todos temos o direito de viver e fazer o que gostamos. Não vamos perder tempo!
Analisando a pesquisa realizada entre as pessoas idosas, pude relacionar com a palavra
“resiliência” por ver que, apesar do contexto sexualidade, dependendo da religião, cultura e facetas, a maioria das pessoas presentes estão de acordo que havia necessidade de a terceira idade adquirir conhecimento sobre sexualidade, recaindo sobre a resiliência, pois a proposta da mesma, se tratando de comportamento humano, está ligada à capacidade, bem como à habilidade que cada pessoa tem de lidar e superar as adversidades. Adversidades essas provocadas pela própria sociedade.
Findo essa escrita dando um alerta, com um trecho da música “Pay Attention” de
Marina Peralta:
Time, time, time
De meditação
Tire a armadura, perceba a situação
Todo dia é dia dessa desconstrução
Pra que seja possível sua evolução
Adriano da Silva e Juliana Medeiros (2015) dizem que é necessário esse
desenvolvimento de um número maior de estudos para avaliação do conhecimento sobre a sexualidade na população da terceira idade. Que seja possível a sociedade tirar essa armadura de visão fechada, que seja possível essa desconstrução diante à sexualidade, e que seja bem condizente essa evolução, que seja pertinente, sem tabus, com realização.
Guilherme da Silva Carvalho
Semestre 2023.1
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1 Diário lido no contexto da Disciplina Aspectos Sócio Afetivos do Desenvolvimento, oferecida ao Curso de Pedagogia, Centro de Educação, UFPE

Que Lindeza, Catarina!
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Saudades, Cris.
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Massa! Que lindo, Catarina!
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Bem eu nao sei se entendi a proposta direito não. É pra publicar aqui mesmo?
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Vou postar aqui mesmo. Depois, eu posso esquecer. É algo que me tem ocorrido com mais frequência: esquecimentos. Eu talvez penda mais para o psicológico nesse relato, porque sou psicólogo, talvez. Então esqueci de cancelar assinatura do Telecine Play (eu assinei só pra ver Bacurau de graça, e esqueci de cancelar depois), esqueci de pagar internet, água, esqueci datas de aniversários importantes (tipo, que eu lembrava tão bem como a minha… e eu não tenho certeza ainda se lembrei. Lembrei nada…), números de telefones importantes estão parecendo aos poucos incertos, estranhos. Eu estou achando isso bem interessante e agradável. Eu acabei de esquecer o nome de Manuel de Barros, um dos poetas que mais gosto. Há uma lista grande de esquecimentos que pararei por aqui. Minha esposa e filha estão usando com muita frequência um tal de TikTok (acho que é isso mesmo) e isso de certo modo as alegra bastante. Eu tenho estudado o idioma italiano e tenho mexido com música e com argila. E tenho estudado psicologia, coisas do doutorado, principalmente. E tenho feito novas receitas. E tenho dado aulas de inglês às duas moças. Muito interessante experiência tem sido esta, por sinal. Estou mais caridoso, mais bonachão, eu acho. Muito preocupado fico em pegar o vírus, não saio de casa, quase. Raramente eu saio, pra comprar comida. Tem sido uma experiência até pessoalmente interessante. Meus sonhos (sonho de dormindo mesmo, mundo onírico) estão mais longos e ricos e, curiosamente, ‘recordáveis’. Gosto que veio aqui outro dia uma borboleta. Estou há seis anos no Recife e nunca tinha visto isso. Meu gato outro dia comeu um passarinho. Nunca mais tinha visto essa cena, de gato com passarinho na boca. Amanheço no quintal e vem às vezes um beija flor beber água numa garrafinha que coloquei para eles. Veio uma manhã um bem-te-vi enorme, amarelão, lindo. A arte tem mostrado mais o que é, para mim. É, ou ao menos parece ser, uma condição humana. Como a água sabe, ou o cálcio. Sem arte, sem ser artístico, a gente morre, eu acho hoje. Comecei Yoga mas não gostei. Não sei se foi a tutora vaidosa ou a série de posições. Chato, achei (que namasté o quê!). Mas tem gosto pra tudo. A quarentena deixou mais fácil lavar a louça. Até varrer. O Brasil está essa loucura até um pouco assustadora. Evito pensar nos desdobramentos próximos. Espero que a gente resista e lute sempre. Amo muito o Brasil e o povo brasileiro e nordestino, principalmente. Acho que estamos muito doentinhos. Uma pena. Morreram pessoas tão boas, como o Aldir Blanc. O Brennand, uma pediatra amiga de mainha, um rapaz trabalhador (que trabalhava muito) aqui do bairro, aquele ator, Migliaccio, por esses dias. O Moraes, rapaz… Só gente boa, morrendo. Eu acho curioso esse movimento. Bem, espero ter ajudado. Acho que tenho sido um bom confinado. Tenho lidado bem com isso. Eu recomendo a todos, principalmente aos que estão se atrapalhando nesse momento; arte. Arte e churrasco e despreocupação e esquecimentos têm me feito muito bem. O celular nesse contexto atual, para mim, ficou mais fraco. Mas talvez funcione bem para passar um trote inofensivo.
Se cuidem tod@s. Alegria, ânimo e coragem.
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Que lindeza de texto!! tão profundo e tão adequado aos nossos tempos!! Gratidão pela concessão do maravilhoso texto, Newton Moreno.
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Uma honra participar dessa pagina linda. Essa coletividade me fez bem. Obrigada por tanto!
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